o recluso de hoje é o vizinho de amanhã. Por isso temos que escolher se queremos pessoas recuperadas ou pessoas revoltadas.

Pense que quem está preso é um perigoso bandido e que para lá chegar, cometeu um crime muito grave. É o que diz o decreto lei que dá origem ao nosso código penal que refere claramente que a prisão é reservada a criminalidade organizada ou especialmente violenta.
No entanto, uma enorme percentagem dos reclusos cumprem pena por crimes como condução sob efeito álcool, condução sem habilitação legal, por multas, por burla simples ou outros crimes considerados bagatelas jurídicas nos países desenvolvidos.
Estes, estão sujeitos à convivência com homicidas, pedofilos (não, não estão separados dos restantes), violadores, assaltantes violentos etc.
Até dá jeito. Sempre são mais uns clientes do negócio.
Sim. Só pode mesmo ser pelo negócio. Porque é impossível obter medidas de flexibilização de pena nos prazos definidos pela lei.
O interesse é manter os cidadãos reclusos o máximo de tempo possível na prisão.
Não há qualquer interesse da associação criminosa que gravita no sistema em reduzir a sobrelotaçao das prisões.

mama gorda


Veja-se dados estatísticos sobre a concessão dessas medidas de flexibilização.
A lei é própria, interna, ajustável, e não está escrita.
É um sistema podre, manifestamente inconstitucional e sobretudo corrupto.
E não me refiro a guardas prisionais quando falo em corrupção.
Não são uns telefones que se introduz na prisão que constitui um crime muito grave. Isso apenas constitui um ato de humanidade. Pois os reclusos em Portugal só têm direito a uma chamada telefônica por dia com a …

Duração máxima de 5 minutos. E este facto, por si só, é inibidor da manutenção dos laços familiares, como almejado pela reinserção.
Os agentes da corrupção são os quadros superiores.
O sistema penal está repleto de negociatas, no minimo, duvidosas.
Um bom exemplo é o recurso a outsourcing para valências que podem e devem ser próprias. Os serviços clínicos, o catering, a cantina, entre outros.
Esta prática em Portugal serve interesses que não os do estado, os dos reclusos e os da verdadeira reinserção.
Além de que saem muitíssimo mais caros ao contribuinte.
Se alguém se lembrar de solicitar auditorias externas e isentas a todos os estabelecimentos prisionais, talvez se consiga poupar uns milhares de milhão ao estado e desmantelar a verdadeira associação criminosa que gere as prisões deste país.
Convem não esquecer que o recluso de hoje é o vizinho de amanhã. Por isso temos que escolher se queremos pessoas recuperadas ou pessoas revoltadas.
Estas práticas configuram tortura, que por sua vez configura o cumprimento de pena cruel e degradante, que é absolutamente contrário à declaração universal dos direitos do homem. Aliás, como exposto no último relatório da humans ríghts watch.
Ao ser publicado um artigo na imprensa nacional com estas e outras afirmações, é obrigação do ministério público investigar sem compadrio. Deve-se mudar o paradigma de forma a reduzir drasticamente a taxa de reincidência.
Deve-se punir severamente quem vive desta mama gorda à custa do estado e dos cidadãos …

Costa Moreno

Responder

Introduce tus datos o haz clic en un icono para iniciar sesión:

Logo de WordPress.com

Estás comentando usando tu cuenta de WordPress.com. Cerrar sesión /  Cambiar )

Google photo

Estás comentando usando tu cuenta de Google. Cerrar sesión /  Cambiar )

Imagen de Twitter

Estás comentando usando tu cuenta de Twitter. Cerrar sesión /  Cambiar )

Foto de Facebook

Estás comentando usando tu cuenta de Facebook. Cerrar sesión /  Cambiar )

Conectando a %s