“ a esquerda sai do armário e revela a sua verdadeira natureza”

Mais um episódio da (triste e lamentável) telenovela “ a esquerda sai do armário e revela a sua verdadeira natureza”, protagonizada cimeiramente por Catarina Martins e os seus “esquerdanetes” e contando hoje com o  alto patrocínio do PS geringonçado de António Costa.

Qual é a verdadeira natureza da esquerda? Já a conhecemos: autoritária e totalitária, explorando as modernas formas de comunicação e os novos movimentos sociais para instituir uma teia de controlos inorgânicos que visam cercear a liberdade e impor a sua visão do mundo. Quem não é pelos “esquerdanetes”, é contra os “esquerdanetes”.

Os esquerdanetes – convém recordar – são os que ainda se iludem com o BE (Banhada e Balelas de Esquerda; em rigor, dever-se-ia chamar “BBE”) e todos aqueles que trabalham para esse monumento da informação nacional que é o inenarrável site “Esquerda.net”. Atenção, caríssimas leitoras e caríssimos leitores: o “Esquerda.net” virou revista vendida em banca, com uma qualidade gráfica que não está ao alcance da maioria dos média (verdadeiramente) independentes portugueses (atendendo aos custos financeiros que comportaria) – custando a módica quantia de…4 euros!

Podemos, pois, com propriedade, afirmar que o BE tem lucrado com a geringonça…Vários movimentos sociais e com vontade de intervir cívica e politicamente já estudaram a possibilidade de lançar uma nova publicação moderada, fiel aos valores da democracia e da liberdade – tendo concluído, porém, pela inviabilidade do projecto (por ora) face à recusa dos empresários portugueses em apoiar projectos que não sejam amigos da maioria política de esquerda.

O que é certo é que o dinheiro parece brotar na sede do Bloco: o partido trotskista (ou melhor: trotskostista) é exemplar na atracção de capitalistas.

2.Pois bem, dinheiro também não foi um obstáculo para os “esquerdanetes” organizarem, na semana que hoje termina, a edição de 2019 da “Semana do Apartheid Israelita”. O que é esta brincadeira de mau gosto – como vem sendo hábito – da nossa esquerdinha radical, com o beneplácito do PS (traidor dos seus valores históricos) de Costa?

Trata-se da realização de um conjunto de conferências (uma por dia) em que se acusa Israel de instituir um sistema de “limpeza étnica” e de “violção reiterada” dos direitos dos palestinianos. Na verdade, as conferências servem apenas para “botar faladura”:  são apenas um pretexto para se chegar à conclusão, ano após ano, que é um imperativo de justiça universal liquidar o Estado de Israel e, portanto, o seu povo.

Os nossos “esquerdanetes”, imbuídos do seu espírito de justiceiros sociais universais em prol de tudo o que é ideologia radical e autoritária, montam, desta forma, um palco institucional para expressarem o seu discurso de ódio e anti-semita contra Israel e o povo judeu. 

Eis, enfim, mais uma prova irrefutável que, em Portugal, há racismo, há ódio e há anti-semitismo – realidades odiosas alimentadas, com mestria maquiavélica, pela esquerda portuguesa que está refém do BE e do seu “esquerdanetismo”.

3.Quem foram, então, os convidados desta “hate party” do “party of hate” que é o BE?

Primeiro, o jornalista Ben White, um jornalista britânico a soldo do BDS (já todos conhecemos este movimento racista e terrorista: é o movimento Boicote, Desinvestimento e Sanções contra Israel, que visa aniquilar a única democracia do Médio Oriente), que é acarinhado pelo líder do grupo terrorista, Omar Barghouti.

Segundo: Miguel Vale de Almeida. Esse mesmo: o ex- líder da ILGA, activista dos direitos dos homossexuais e ex-deputado do PS, que foi intervir – imagine-se! – sobre  “questões actuais e desafios futuros da Palestina”.

Ora, gostaríamos muito de perguntar a Miguel Vale de Almeida se era capaz de se dedicar à causa gay, lutando pelos direitos (legítimos) das pessoas homossexuais na Palestina. É que se Miguel Vale de Almeida fosse para a Palestina ou para os países totalitários islâmicos que tanto enaltece, o ex-deputado do PS seria executado sumariamente.

Não obstante, Miguel Vale de Almeida não se coíbe de cantar hossanas à Palestina, ao Irão e a essas “democracias à la BE”, projectando o seu futuro – traindo, desta forma, a causa por que tanto lutou.

Então, os homossexuais da Palestina ou do Irão não merecem a solidariedade de Vale de Almeida? Ou na causa gay, também há homossexuais de primeira (os que estão na Europa e nos EUA) que merecem a dedicação empenhada, resiliente e intransigente destes activistas sociais – e homossexuais de segunda (os que têm a infelicidade em regimes totalitários islâmicos), que merecem a indiferença e o desprezo destes activistas?

Afinal, para a esquerda, todos os homossexuais também são iguais, mas uns são mais iguais do que outros em dignidade e direitos…

4.Mais: Miguel Vale de Almeida revela cobardia.

Porque defender os direitos dos homossexuais em Portugal, na Europa ou nos EUA é muito mais fácil e menos importante do que lutar pelos direitos das pessoas que amam pessoas do mesmo sexo no Irão, na Palestina e na generalidade dos Estados islâmicos.

Porque aí, não se trata da questão do casamento; trata-se de uma questão de vida ou de morte. Aí é que se impunha a luta sem tréguas dos activistas dos direitos das pessoas homossexuais, como, de resto, de todos os que se preocupam com os direitos humanos.

Uma firme e resoluta condenação dos totalitarismos islâmicos – como o Irão dos Ayatollahs ou a Palestina do Hamas  – era o mínimo que se exigia a Miguel Vale de Almeida. Entre a causa que tanto diz defender por uma questão de igualdade e de direitos humanos e a ideologia que acha que tem que defender à força toda, Miguel Vale Almeida optou por sacrificar a igualdade e a dignidade em prol dos fretes às agendas político-ideológicas da extrema-esquerda do BE e do seu PS geringonçado.

Registamos: afinal, a defesa dos direitos das pessoas homossexuais – para o líder histórico da causa gay em Portugal, Miguel Vale de Almeida – é contingente no tempo, no espaço e na ideologia dominante.

Em Portugal, Vale de Almeida lutou pelo casamento entre pessoas do mesmo sexo como uma questão civilizacional e de direitos humanos; no Irão e na Palestina do Hamas, o mesmo Miguel Vale de Almeida apoia os respectivos regimes totalitários, aplaudindo, portanto, a execução de pessoas homossexuais, que tanto diz defender.

Então, a vida destas pessoas já não é uma questão civilizacional e de direitos humanos? Estas contradições à la “esquerdanetes” são incogitáveis…

5.A outra participante desta semana em que a esquerda portuguesa revela que está refém do movimento terrorista BDS foi Shahd Wadi – uma discípula do sempre presente Professor Boaventura Sousa Santos, que nasceu na Palestina e que veio para o nosso país, ainda criança, com a família.

Segundo Shahd, a Palestina é fantástica, um exemplo de tolerância – só que Israel estraga a paz e lança o terror na região. O Médio Oriente só com lideranças muçulmanas seria o paraíso na terra, segundo esta dedicada discípula de Boaventura.

O que é curioso é o percurso de vida de Shahd Wadi: como e por que razão veio para o nosso país, ainda petiz, com a família?

Ora, Shahd veio para Portugal com o estatuto de refugiada….da Jordânia!

Sim, meus caros, leram bem: a dedicada activista, investigadora do centro de Boaventura, pró-Palestina e fanática anti-Israel veio para o nosso país…fugindo da Jordânia! Não fugiu de Israel – aliás, tanto quanto sabemos, não há nenhum palestiniano que esteja como refugiado em Portugal vindo de Israel, fugindo desse “Estado apartheid” !

No entanto, Shahd Wadi, em vez de denunciar o que a sua família sofreu na Jordânia, o que sofreu com os radicalismos terrorista islâmicos – resolveu juntar-se ao coro dos que inventam esta fantasia ridícula e triste do “apartheid israelita. Pior: juntou-se ao um organização – BDS – que apoia os regimes totalitários que fizeram a sua família vir para Portugal como refugiada!

Mistérios e ironias da vida que só os hipócritas dos “esquerdanetes” compreendem…

6.Por último, convé, ainda, mencionar as instituições que receberam esta iniciativa de ódio contra Israel e contra o povo judeu, que visa, no fundo, apelar a um “apartheid” (real) contra Israel para resolver um “apartheid” (fantasioso e mentiroso) que os esquerdanetes julgam existir no mesmo país.

Ora, a primeira sessão – com o jornalista fétiche do BDS, White – decorreu na…Fundação José Saramago.

Pobre, José Saramago! Um autor de excelência, que deveria ser um símbolo nacional, concitar uma admiração colectiva e estar para além das querelas políticas, está a ter o seu nome prostituído em função das conveniências e agenda da esquerda radical e fanática.

É que na sua Fundação – parece- só entram iniciativas ora do BE, ora do PS geringonçado…Reduzir José Saramago a esta esquerda fanática, utilizá-lo em iniciativas de propagação do ódio contra o povo judeu – é um insulto à sua memória e dividir a sociedade portuguesa quanto a uma figura que (pelo seu talento literário, devidamente reconhecido na atribuição do Prémio Nobel) deveria unir.

7.E a segunda sessão?

A segunda sessão realizou-se – para nossa perplexidade – no…ISCTE! Numa instituição universitária pública!

Ora, deve uma instituição pública de ensino albergar uma iniciativa de uma organização internacional terrorista, que, ainda para mais, tem como missão difundir e espalhar o discurso de ódio contra Israel e o anti-semitismo? Os portugueses pagam a uma instituição de ensino para espalhar o ódio e o fanatismo?

Dir-se-á que é uma iniciativa do Comité de Solidariedade com a Palestina , entidade diversa do BDS. Nada disso!

No cartaz publicitário da iniciativa, surge claramente a autoria da iniciativa: o BDS Portugal. Aliás, a página de Facebook deste alegado Comité de Solidariedade é….a página do BDS!

Portanto, a iniciativa do “Apartheid a Israel” é uma iniciativa do movimento que espalha o ódio internacionalmente, já considerada por muitos (e bem) como uma organização terrorista e que apoia o terrorismo…e está a ser apoiada por instituições universitárias públicas portuguesas!

Ainda para mais, o ISCTE pertence à grandiosa Universidade de Lisboa –  a nossa Universidade – que é incompatível com qualquer conivência com iniciativas de organizações terroristas como o BDS.

Conhecendo o humanismo e a militância activa do nosso estimadíssimo Magnífico Reitor, Professor Doutor António Cruz Serra, em prol da tolerância e do respeito pela dignidade da pessoa humana, sabemos que será sempre contra qualquer instrumentalização de unidades orgânicas da nossa Universidade em prol do incitamento ao ódio e ao terror.

Muito menos poderá o ISCTE – ou qualquer outra instituição universitária – ser um veículo da difusão do “diabo” político e social que é o anti-semitismo.

8.Mais uma vez se prova a verdadeira natureza dos “esquerdanetes” –  fanática, mentirosa e hipócrita.

Dizem querer resolver um (alegado) “apartheid em Israel”. Como? Criando um “apartheid” contra Israel e o povo judeu…

O ódio voltou ao discurso político português e europeu – através desta esquerda que se diz progressista, mas que apenas quer regredir aos seus heróis do século passado, que foram, afinal, os vilões da humanidade.

Nós – os moderados, amantes e praticantes da liberdade, da decência, da tolerância e da razão crítica – não nos podemos calar. Não podemos ter medo – o medo (nunca nos esqueçamos!) é a arma dos radicais à la esquerdanete.

Editado por J.L. em colaboração com Costa Moreno

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